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9ª Mostra de Cerâmica de S.Martinho do Porto foi assim…


access_time 21,Julho,2012


Decorreu nos dias 14 e 15 de Julho, a 9ª Edição da Mostra de Cerâmica Contemporânea de S. Martinho do Porto. Desta vez sem o apoio da Câmara de Alcobaça, uma dezena de autores reuniram-se em comissão e garantiram a concretização do evento.Apesar da vereadora da Cultura alcobacense achar que o evento se poderia tornar bienal, os ceramistas não estão de acordo e para já querem não só manter a iniciativa anual com este formato “mais leve” pretendem que a Feira da Cerâmica Contemporânea possa até ser apresentada noutras localidades.


Em vez da grande tenda, que agora acolhe uma Feira do Livro, a praça Eng. Frederico Ulrich contou com várias bancas com o trabalho de ceramistas contemporâneos .Entre as primeiras bancas há uns interessantes garrafões – feitos em cerâmica – com serigrafias que mostram um Cavaco Silva pedinte, o “BPN Gate”, o Mao Tsé Tung da Madeira ou ainda a Sra. Merkel e seu amigo Durão Barroso “a engordar” a banca. É uma das propostas de Ana Lousada e Carlos Neto que trazem peças onde a critica está muito presente e reflecte a “actualidade que hoje vivemos”, explicou o ceramista. É um dos dez autores que quer manter este projecto que já vai na nona edição e mesmo sem apoio da Câmara de Alcobaça quer continuar a realizar-se. “Queremos manter o projecto que começa a ser um marco e já temos pessoas que nos procuram nesta altura do ano”, disse Ana Sobral uma das responsáveis da comissão.

A ceramista, que trabalha na Foz do Arelho, explica que há a intenção de manter o evento anual, contrariando a ideia da vereadora da Cultura de Alcobaça, Mónica Baptista, que lhes sugeriu que a iniciativa passasse a bienal. Além do mais, com a organização dos autores em bancas, a estrutura do evento torna-se mais leve “e por isso queremos realizar o evento noutras localidades”.

Segundo esta responsável, o grupo de ceramistas mais ligados ao Oeste pretende ainda o regresso da cerâmica contemporânea ao Céu de Vidro, no Parque D. Carlos I. “É menos convidativo estar cá fora do que dentro da tenda, mas de qualquer modo proporciona uma experiência mais informal e permite a sua realização mais vezes”, disse o ceramista Carlos Enxuto que acredita que, no próximo ano, o certame possa voltar aos moldes normais e os autores possam apresentar as suas obras na tenda.

Considera que, em tempos de crise, é necessário “sermos menos institucionais e não deixar morrer os projectos”. Na sua opinião, é necessário ir negociando “os apoios possíveis”. Este formato do evento poderia marcar presença nas Caldas, em Alcobaça e em Óbidos, acrescentou o autor, que defende uma aposta na divulgação, sobretudo apoiando-se nas redes sociais.
Raku e actividades ao vivo com crianças
Mafalda Fidalgo, 39 anos, é formanda no curso de Cerâmica Criativa no Cencal. Está a participar nesta iniciativa ajudando nas actividades de cerâmica ao vivo com as crianças. Conta que a experiência de aprendizagem na cerâmica se está a transformar numa paixão e quer achar no barro a sua própria linguagem.“Acompanho esta feira desde o seu início e o evento tem que se manter e continuar”, disse a participante.

Quem esteve pela primeira vez nesta iniciativa foi Margarida Gil. A autora, de 32 anos, é de Valado dos Frades (Nazaré) e fez curso de Cerâmica Criativa no Cencal e já realizou algumas mostras em Lisboa. Nos seus trabalhos, a ceramista une a cerâmica ao PVC, isto é, usa pedaços de velhos brinquedos, dando-lhes nova vida com o grés. “A combinação dos dois materiais é muito interessante e resulta bem no meu trabalho”, disse a autora, acrescentando que toma por base o imaginário dos contos infantis e tradicionais.

Ágata Carvalho e Marta Branco, ambas de 18 anos, visitaram a Feira de Cerâmica Contemporânea, que se realiza na sua terra natal, mas este ano acharam o evento “pequeno”. Gostariam de poder contar com mais variedade de peças, se bem que apreciaram as várias linguagens que foram apresentadas nas diferentes bancas. “Se tivessem mais peças para mostrar era bom que fizessem a exposição mais vezes durante o ano”, disseram as jovens.

Há dois anos que Fátima Ferreira, moradora em Alfeizerão, visita a Feira de Cerâmica Contemporânea. É aluna de cerâmica de Carlos Enxuto na Universidade Sénior e, por isso, aprecia estas realizações. “Era bom que também se realizassem exposições destas nas Caldas, no Parque ou na Praça, pois nesta época há muitos turistas que apreciam estes eventos”, disse. A 9º edição da Feira da Cerâmica – que contou com o apoio da Casa da Cultura e da Junta de Freguesia de S. Martinho do Porto – teve actividade de cerâmica com crianças que produziram à roda as suas próprias peças. À noite, os ceramistas realizaram uma sessão de raku.

Natacha Narciso Gazeta das Caldas 

 

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Publicado por colectivo3cs em Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018


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