Ceramistas portugueses gostariam de integrar FLICAM
Dez 28 2008 | Em » "Blogue, Noticias"
Decorreram no Cencal, a 26 de Setembro, dois seminários destinados a dar a conhecer o projecto Fule International Ceramic Art Museums – FLICAM (http://www.flicam.com) – “Criação de uma cidade de cerâmica artística em Fuping”. O ceramista Xohan Viqueira, que tem colaborado com o centro de formação caldense há vários anos, esteve a trabalhar na China neste projecto, que destaca a cerâmica a nível mundial, e contou, que ajuda de muitas fotografias e filmes, como viveu a sua experiência recente.
FLICAM foi iniciado por um empresário do sector dos transportes, que criou naquela cidade chinesa uma fábrica de cerâmica de tijolo e telhas, juntamente com uma escola e um museu onde conta com peças de ceramistas de vários países. A estrutura inclui lojas de venda de obras cerâmicas, hotéis para residência de ceramistas e de visitantes, junto de a referida fábrica que apoia financeiramente o projecto. Esta última ocupa-se da produção destes materiais cerâmicos para o mercado nacional e para a reconstrução dos antigos palácios.
Xohan Viqueira e mais 17 artistas espanhóis estiveram durante os meses de Agosto e Setembro a trabalhar na criação de obras cerâmicas que vão constituir a parte dos eu país do grande museu de FLICAM que quer ter representações cerâmicas de todo o mundo. Neste momento conta com obras de artistas dos Estados Unidos, Canadá, Finlândia, França, Itália, Bélgica, Reino Unido, Espanha, Argentina, Brasil, Peru, Austrália, Suécia, Noruega ou Nova Zelândia.
Presentes na sessão estiveram ceramistas de várias localidades do pais e vários das Caldas. “Creio que seria importante podermos organizar uma comitiva portuguesa para participar em FLICAM”, disse o ceramista Mário Reis que é também vice-presidente da Associação de Cerâmica Contemporânea Criativa. Segundo este responsável, era importante aproveitar o facto de Xohan Viqueira se ter prontificado para servir de ligação entre os artistas portugueses e os responsáveis de FLICAM.
O ceramista disse ainda que a associação poderá assumir o papel de divulgar do projecto chinês e também no envio de informações sobre os ceramistas portugueses. Na opinião deste artista, que gostaria muito de participar neste projecto, era ainda essencial “obter apoios que financiassem a ida do grupo à China”, uma vez que Flicam só assume os custos da estadia, cabendo a cada país as deslocações.
Domingo, Dezembro 28th, 2008

